Qua 10 Mar 2010
-
Uma delegação brasileira viajou ontem à África do Sul, em mais uma iniciativa de vender o sistema brasileiro de TV digital. Compõe a delegação o professor Gunnar Bedicks, da Universidade Mackenzie, Brás Izaías, da TQTVD, e André Barbosa, da Casa Civil. Conversei com o André antes da viagem. Além da empolgação com a aceitação do ISDB, ele explicou a grande oportunidade que a África do Sul pode representar, uma vez que o país tem influência representativa em toda África austral, e tende a ser seguido por grande parte dos países africanos. Fora isso, o país tem uma população de 60 milhões, com mercado superior ao argentino.
No entanto, o André esclareceu que trata-se de uma luta complicada, uma vez que os europeus estão a frente no lobby pela adoção do sistema DVB. Tudo isso tem relação com a pendenga no Uruguai, que está revendo sua decisão do DVB. A iniciativa brasileira de propor uma revisão no Uruguai, que foi abandonado pelos europeus após a definição da adoção do DVB, gerou conflitos com representantes europeus. “Vieram me cobrar como estamos tentando entrar na África do Sul, que já era considerado mercado europeu. Quastionaram também o governo brasileiro sobre o que está acontecendo no Uruguai. Mas foram eles que entraram no Cone Sul e quebraram qualquer barreira territorial”, explicou o assessor.
Além disso, há tratativas com Cuba e Costa Rica para adoção do ISDB, e com o México, para adoção do Ginga. O México, assim como o Uruguai, está insatisfeito com a escolha. No caso Mexicano, o acordo de livre comércio com os EUA está comprometido pela concorrência chinesa, que compete no mercado americano com os mesmos produtos mexicanos.
Os demais países sul americanos já são considerados como mercado certo do ISDB, com pouca margem para surpresas.



