O caderno Link do Estadão de ontem trouxe uma série de matérias sobre a última temporada do seriado americano Lost, maior fenômeno já registrado sobre o uso de mídias digitais na criação de comunidades de fãs (Fandom, em inglês). O caderno traz detalhes sobre o processo de tradução dos episódios, que são disponibilizados no Brasil poucas horas de irem ao ar no EUA. Essa agilidade exigiu do Canal AXN a redução drástica da janela de exibição, que ficou reduzida a apenas uma semana nesta temporada.

    Além disso, há uma entrevista com os roteiristas da série e uma análise sobre as mudanças culturais fruto da dominação digital que circunda as séries modernas. Lost certamente é um paradigma para as novas séries, tal qual foi Matrix e tal qual está sendo Avatar para o cinema. O mais recente projeto de J.J Abrams, a série Fringe, é tão intrigante e instigante quando Lost, mas ainda não possui todos os seus desdobramentos. Trata-se de algo que deve ser estudado, inclusive como exemplo de uso de ferramentas sociais pelos fãs e de como construir comunidades em torno de um produto midiático. Coisa que a TV brasileira ainda está há anos luz…
    Segue os links das principais matérias do Link:

    ‘Lost in translation’? Sem crise

    O entretenimento do futuro nasce com o fim de ‘Lost’

    Dois homens e um Segredo