Novembro de 2009
Arquivo Mensal
Seg 30 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Vem mais uma briga boa aí: o programa “Domingo Espetacular”, da Record, uma espécie de concorrente do Fantástico nas noites de domingo, questionou na edição de ontem a medição de audiência realizada pelo Grupo Ibope. As falhas recentes no acompanhamento do índice em tempo real foram o principal alvo do programa. Nos últimos fins de semana, o Ibope vem sofrendo constantes problemas com a medição em tempo real. O instituto culpa as operadoras de telefonia móvel, uma vez que o envio dos dados é feito por telefone celular embutido no people meter.
Segundo a Folha de São Paulo,
a Record foi além das falhas recentes, insinuando que os dados do Ibope seriam manipulados para favorecer a Globo, sua concorrente. No fim da reportagem, o “Domingo Espetacular” concluiu, citando um advogado, que o “Ibope pode responder criminalmente se a manipulação for comprovada”.
Seg 30 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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O blog TV Audiência fez uma análise do conteúdo HDTV no ar na TV brasileira. A partir de uma TV HD e do pacote de alta definição da NET, o blog apresenta alguns conceitos para entender o tema e discute a qualidade das imagens. O mais interessante está nos exemplos e na conclusão de
a televisão em alta definição no Brasil ainda está engatinhando rumo a um futuro aparentemente promissor. Mas podemos garantir que, se de um dia para a noite todos tivessem TV’s Full HD e HDTV, a RedeTV disputaria a liderança devido a altíssima qualidade que possui com essa tecnologia. Fica a esperança, portanto, de que ao longo do tempo as emissoras passem a ampliar e chegar a totalidade com a cobertura de alta definição de seus programas e fica a nossa garantia de que HDTV não é apenas uma tecnologia inútil mas algo que dá muito mais prazer assistir televisão e vale cada centavo gastado e investido.
Ou seja, nada de novo, mas sempre é bom ver que outras análises estão apontando para o mesmo caminho: a TV de alta definição ainda é uma promessa no Brasil. Enquanto não tivermos conteúdos que demandem essa tecnologia, não tem porque alguém investir em TVs caras para a recepção. Isso não depende da divulgação e das alegadas desculpas do tipo “as pessoas não conhecem”. Falta conteúdo, e não divulgação!
Vale a pena ler o texto inteiro e analisar os exemplos.
Sex 27 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Enumeramos alguns benefícios deste sistema:
Facilidade - A medição feita por software possibilita uma identificação mais rápida e tranqüila para o telespectador. Permite também identificar perfis de audiência e contextos em que a TV está ligada. A identificação das pessoas diante da TV pode ser feita pelo mesmo controle remoto do receptor, através de um menu na tela da TV.
Redução de custos da medição – Por ser um sistema baseado em software, o acréscimo no custo do receptor é pequeno.
Flexibilidade – O software pode ser atualizado remotamente para incluir novas ferramentas, como medição em gravadores digitais. Além de armazenar informações sobre o momento da gravação, a identificação do programa assistido em outro horário é automática. Pode-se analisar em que momento cada programa foi assistido ou apagado do gravador. Além disso, é facilmente expansível para contemplar medições em aparelhos de DVD, Blu Ray ou arquivos baixados na internet e visualizados na TV. Basta que esses dispositivos sejam ligados ao set top box.
Detalhamento dos dados – Como tem capacidade de armazenamento, o set top box pode guardar informações detalhadas sobre o perfil da audiência, incluindo localidade do receptor, idade, sexo, interesses, tipo de TV e programas assistidos. Essas informações são úteis para compreender o interesse da audiência por determinados temas, o que permite analisar melhor o impacto do conteúdo. Pode-se relacionar facilmente programas de diferentes canais e tempo em cada um ficou sintonizado.
Segmentação – Pode-se usar o sistema para fazer outras pesquisas, apenas respondendo perguntas usando o controle remoto. O perfil da audiência ajuda a determinar tipos de amostragem e garante as métricas estatísticas. As pesquisas podem ser enviadas pelo canal de comunicação com o banco de dados.
Aumento da amostragem – Atualmente são 700 pontos de medição de audiência em tempo real na cidade de São Paulo. Esses equipamentos geram os índices que compõem o cerne das análises de audiência, uma vez que toda estrutura das emissoras está baseada nas informações vindas de São Paulo. No Brasil inteiro são aproximadamente 3,5 mil residências medidas, cujos dados são totalizados com pelo menos um dia de atraso. Esse número é pequeno comparado com amostras de outros países, que não raramente ultrapassam três mil residências por cidade.
Medição individual – Cada emissora pode auferir a própria audiência, pois a única despesa é o software e o envio dos dados. Esse recurso pode ser muito mais útil para os departamentos artísticos do que para os comerciais. É possível identificar claramente e em tempo real se o comportamento da audiência está de acordo com o público alvo do programa.
A emissora pode enviar pelo ar um aplicativo desenvolvido para o middleware Ginga, solicitando a autorização para a coleta das informações (para estimular a participação, pode-se sortear prêmios entre os participantes). A partir desse momento, toda vez que a emissora for sintonizada, o software é executado e envia as informações para um banco de dados. Nesse caso, a única restrição é possuir um canal de retorno conectado ao receptor.
Medição da interatividade – A medição de audiência baseada em software pode incluir o uso da interatividade, armazenando informações sobre o uso das aplicações, tempo que as mesmas permaneceram na tela, os passos que o telespectador fez e o tempo que levou para completar as tarefas. Isso permite uma avaliação objetiva do interesse despertado pela interatividade, algo essencial em um momento em que as emissoras ainda buscam modelos de conteúdo e de negócio para esse recurso.
Engajamento – Trata-se de um termo relativamente novo no mundo da televisão, que busca direcionar os anúncios conforme o interesse despertado pela programação. Quanto maior for a atenção e o interesse do telespectador no programa, menor será a possibilidade de zapping durante o intervalo comercial. O software permite identificar facilmente se houve zapping e o tempo de sintonia de cada canal. Ou seja, o que despertou o interesse no telespectador em outros canais.
A identificação do engajamento pode ser feita com mais facilidade em programas interativos. Ao saber se o telespectador interagiu em determinada programação, é possível inferir a atenção e o interesse que ele está dispensando ao programa. Essa informação é essencial para o anunciante avaliar o impacto e o consumo da marca.
Concluindo, não é preciso ressaltar que essa nova forma de medição traz problemas éticos e morais sobre a privacidade da audiência. Na internet esse tema é bastante polêmico. Na Europa vários sistemas de medição digital da audiência foram descartados devido à invasão de privacidade. No Brasil será necessário desenvolver modelos para que o telespectador possa escolher enviar ou não as informações.
Revista Tela Viva, ano 18_#198_out2009. Pag. 38-39.
Sex 27 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Por Valdecir Becker e Marcelo Zuffo
Plataforma permite uma aferição mais precisa do consumo de mídia, inclusive da interatividade
A digitalização da TV aberta traz problemas para a medição de audiência, mas também abre possibilidades para melhorar esta medição. Por um lado, novas técnicas precisam ser desenvolvidas para contemplar a transmissão digital em multiprogramação e em sistemas móveis e portáteis. Por outro, componentes computacionais permitem novas técnicas de medição, tornando-a mais eficiente.
A medição de audiência na televisão é baseada na frequência sintonizada pelo aparelho da TV. No Brasil é acoplado à televisão um audímetro, conhecido como people meter, que identifica a frequência sintonizada e envia as informações para uma central do Ibope. Ao ligar a TV, cada morador se identifica e o aparelho mapeia informações sobre canal assistido e tempo em que ficou sintonizado. Na cidade de São Paulo as informações são enviadas em tempo real. Nas demais praças com medição eletrônica, os dados são armazenados pelo people meter e enviados no final do dia.
Para exemplificar, se o telespectador sintonizar o canal dois na TV analógica, que corresponde à TV Cultura na cidade de São Paulo, o audímetro identifica a frequência desse canal (54 a 60 MHz) e envia a informação para o Ibope.
Na TV digital, cada emissora recebeu uma concessão adicional para transmitir simultaneamente o sinal digital e o analógico. A sintonia continua sendo feita pelos mesmos números, ou seja, a TV Cultura é sintonizada pelo canal dois também na TV digital, apesar de transmitir na frequência 530 a 536 MHz, que corresponde ao canal 24 UHF. Essa característica facilita a sintonia na TV digital, pois não é necessário memorizar novamente os números dos canais.
A grande diferença reside no fato da TV digital permitir mais canais na mesma frequência, comparado à TV analógica, que permite apenas um. Esse recurso é conhecido como multiprogramação. Os canais adicionais são conhecidos como canais lógicos ou subcanais.
A TV Cultura, por exemplo, está transmitindo quatro canais na frequência digital dela: TV Cultura (mesma programação da TV analógica), TV Univesp, MultiCultura e One-Seg, voltado para receptores portáteis, mas possível de ser sintonizado por aparelhos fixos. Do ponto de visto técnico, é possível transmitir até oito subcanais na frequência de 6 MHz, além do One-Seg.
Aplicando as técnicas tradicionais de medição à TV digital, seria possível identificar apenas que o telespectador sintonizou a frequência do canal 24, ou seja, um dos canais oferecidos pela TV Cultura. Não há a possibilidade de detalhamento quanto ao subcanal: Cultura, Univesp, Multicultura ou One-Seg.
Para resolver esse problema, está em desenvolvimento no Laboratório de Sistema Integráveis da Escola Politécnica da USP, um sistema de medição de audiência baseado em software, que identifica os canais visualizados a partir de informações transmitidas pelas emissoras de TV. Esse software é executado no próprio receptor digital, sem qualquer interferência na audiência ou necessidade de equipamentos/controles remotos adicionais, como acontece hoje com os audímetros analógicos. O software pode tanto já vir instalado nos receptores como ser transmitido pelo ar, junto com a programação da TV.
O receptor digital, também conhecido como set top box, é um computador do ponto de vista do funcionamento, pois tem processador, memória, capacidade de armazenamento e acesso à internet. Assim, as informações colhidas pelo software medidor podem ser armazenadas ou enviadas em tempo real para um banco de dados da própria emissora ou do instituto medidor. O envio dos dados coletados pode ser feito por qualquer rede, como ADSL, 3G, telefone fixo ou celular.
Sex 27 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Continua causando polêmica o apagão da medição da audiência do Ibope, nos últimos dois finais de semana. O sistema de medição da cidade de São Paulo, que centraliza todas as opções de programação da TV aberta brasileira, deixou de responder por algumas horas devido a quedas da conexão dos audímetros com a central do Ibope. São 700 pontos de medição em São Paulo. Quando menos de 450 enviam dados a cada minuto, as informações são comprometidas e o Ibope deixa de enviar os índices para as emissoras, deixando a programação no escuro.
Esse sistema funciona, mesmo baseado em apenas 700 pontos de medição, com 50 pontos extras para o caso de dar problemas em um dos 700. No entanto, questiona-se muito se há representatividade estatística e se tem como expandir uma medição de uma amostra tão pequena para o país todo. Essas são algumas questões que estou levantando no meu doutorado, em andamento na Escola Politécnica da USP, sob orientação do prof. Marcelo Zuffo. No projeto de pesquisa estou desenvolvendo um sistema de medição alternativo aos audímetros do Ibope, baseado em software e que prevê amostras muito maiores do que 700 pontos. Pode-se chegar a alguns milhares facilmente, a um custo bastante baixo.
Na sequência, publicarei, em dois posts, um artigo que escrevemos para a Revista Tela Viva, do mês de outubro. O artigo explica um pouco do problema da medição da audiência na TV digital e aponta algumas melhoras que deveriam ser incorporadas.
Qua 25 Nov 2009
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Folha de São Paulo de hoje, caderno de informática.
Professor aponta problemas a serem superados para o sucesso da técnica
DA REPORTAGEM LOCAL
O ano de 2009 foi de apostas em torno da tecnologia 3D. No cinema, resultados. Na casa do consumidor, promessas. Mas Sony e Panasonic prometeram vender as TVs 3D em 2010.
No Brasil, o mercado da tecnologia é fraco. “Não acredito em uma explosão de vendas de aparelhos 3D nos próximos anos no Brasil”, diz o professor Valdecir Becker, que dá aulas de perspectivas da TV digital na pós-graduação da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). “O sucesso dessa tecnologia depende de conteúdos propícios, que sejam voltados para esses aparelhos”, defende.
A produção de conteúdo em 3D é um dos problemas, já que é preciso investir em captação para melhores resultados. Outro entrave é a necessidade de usar óculos para ver o efeito. Os testes em TVs que não precisam disso ainda não deram resultados que possam ser colocados na casa do consumidor.
Mas a Sony defende seu investimento. “Acredita-se que não se trata de uma tecnologia passageira”, diz Luis Fabichak, gerente da empresa. (AD)
Seg 16 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Alguns números intrigantes, mostrados pelo relatório da OFCOM:
* 94% usa radio digital. Em 2005, eram 77%.
* A TV digital é mais vista por pessoas entre 35 e 54 anos (94%) e menos assistida por pessoas acima de 65 anos.
* A classe social que mais tem TV digital é C2 (93%), a frente inclusive da classe AB (92%). Apesar disso, há uma distribuição equilibranda, pois as classes C1 e DE estão empatadas com 87%. Isso mostra que a TVD não é nem um pouco elitista na Inglaterra e que as estratégias de programações diferenciadas entre anlógico e digital deram certo.
* 100% dos jovens entre 16 e 24 anos tem telefone celular. Desses, apenas 84% acessam a internet.
* metade do acesso à internet na faixa etária entre 16 e 24 anos é feita por telefones celulares.
* em 2005, 44% dos ingleses sentia mais falta de ver TV. Hoje são 51%, ou seja mais da metade. Enquanto isso, a internet cresceu de 8% para 15%. Ou seja, a internet não está tirando o mérito e a importância da TV.
* Facebook é usado por 89% dos usuários de redes sociais. MySpace por 21%, Twitter por 9% e o Orkut nem aparece…
Seg 16 Nov 2009
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Relatório da OFCOM. Destaque para a penetração da TV digital, bem superior ao acesso à internet e quase no mesmo patamar da telefonia móvel.
Take-up and media preferences
UK adults have high levels of household take-up of digital television (89%) and the internet (73%), and nine in ten (91%) use mobile phones. Since 2007, household take-up of digital television and the internet and the use of mobile phones have increased significantly. Three in four adults use the internet at home or elsewhere in 2009 (75%), compared to two-thirds (63%) in 2007 and three-fifths (59%) in 2005.
Although there has been an above-average increase in household take-up of the internet among older adults aged 65+ (41%) and those in DE socio-economic groups (51%), these figures are still at a much lower level compared to all UK adults (73%).
The growth in household take-up of the internet since the 2007 survey has meant that the profile of internet users has changed, with more users in older age groups.
Most of those who do not have, and do not intend to get, the internet at home give reasons relating to a lack of interest, as in previous years of this research. While lack of interest is still the most common reason for not intending to get the internet, it is less likely to be mentioned now than in 2007. Reasons relating to cost are more likely to be mentioned than in 2007. Not having a PC/ laptop is also given as a reason by 26% of this group.
While half of all UK adults (51%) say they would miss watching television the most, more adults now nominate using the internet, compared to 2007 (15% vs. 12%). Younger adults, aged 16-24 (39%) and 25-34 (40%), and those in AB socio-economic groups (42%), are less likely to say that they would most miss watching television.
Using the internet
As in previous years, communication is the most commonly mentioned activity carried out on a regular basis by internet users (76%). Compared to 2007, however, fewer internet users are regularly carrying out transactions online (36% vs. 41%) or finding information online for their work / studies (35% vs. 48%). There has been a considerable increase in regular use of the internet for content creation (through social networking sites) (34% vs. 22%) and for entertainment (30% vs. 22%). It is possible that this change in the range of activities can be partly explained by the change in the profile of internet users since 2007.
One in three UK adults who use the internet (29%) say they are watching online or downloading TV programmes or films. Almost all of these are doing so through UK TV broadcasters’ websites (such as BBC iPlayer) (27%), with a much smaller proportion watching online or downloading TV programmes or movies from other websites (9%).
Almost twice as many internet users now have a social networking site profile than in 2007 (38% vs. 22%) and there has also been an increase in contributing comments to someone else’s blog (26% vs. 19%). Experience of other types of online content creation has not changed since 2007.
Compared to 2007, those with a social networking site profile are more likely to use these sites every day (41% vs. 30%), to have a profile which can be seen only by their friends or family (78% vs. 48%), and to use the sites to communicate with their friends and family (80% vs. 69%).
Understanding, security and concerns
Knowledge of how the BBC is funded has declined since 2007 for BBC TV programmes (75% vs. 80%), BBC radio stations (55% vs. 62%) and the BBC website (36% vs. 41%). Compared to all UK adults, there are consistently lower levels of awareness of the licence fee as the main source of funding among adults aged 16-24, females, and those in DE socio-economic groups.
Compared to 2007, UK adults are more likely to believe that content is regulated across each of television (82% vs. 79%), radio (68% vs. 58%), the internet (38% vs. 26%), mobile phones (25% vs. 20%) and gaming (36% vs. 29%).
More UK adults believe that file sharing through downloading shared copies of copyright music and films should be illegal (42%) than believe it should not be illegal (33%), and 25% are unsure. Young people aged 16-24 are more likely to say that such content should not be illegal (55%).
Internet users appear to be less willing to provide personal information online than was the case in 2007. Those who are more confident using the internet are more likely to say they would be happy to provide personal information online. The types of judgements made about websites before entering personal information have not changed particularly, but there has been an increase in those who say they wouldn’t make a judgement before entering personal information.
The proportion of adults mentioning any concerns has decreased since 2007 for each of television, radio, the internet, mobile phones and gaming. For TV, radio, and the internet this takes overall concerns back to 2005 levels. Just over half of adults have concerns about what is on the internet (56%) and just under half have concerns about what is on television (44%). Concern about what is on the internet mostly relates to offensive or illegal content. Concerns about mobile phones (24%), gaming (23%) and radio (9%) are at a lower level.
Seg 16 Nov 2009
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Estadão de ontem
94% dos brasileiros não têm banda larga
O MUNDO E A INTERNET RÁPIDA
Melhor custo-benefício, o Japão tem 64% de suas casas com banda larga, com velocidade média de 60 Mbps, custando US$ 0,27 por 1 Mbps.
97% do povo coreana tem acesso à banda larga (média de 46 Mbps). O país é o líder de um ranking de conexões das universidades de Oxford e Oviedo.
Melhor país da Europa em conexão, a Suécia tem penetração de 69%, custo médio de US$ 0,63 por cada 1 Mbps e velocidade média de 18 Mbps na conexão.
Devido ao tamanho do território e ao controle sobre a população, a Suíça conseguiu conectar 90% de seus cidadãos com banda larga e é o segundo melhor país da Europa no ranking.
A Finlândia, que aprovou uma lei que diz que uma conexão de 1 Mbps é “direito fundamental” de qualquer cidadão, tem 80% de penetração e média de 22 Mbps.
Apesar de também ter um projeto para a universalização da banda larga, a situação da Itália não é tão boa: 50% de casas conectadas, com média de 4 Mbps.
Nos EUA, a média de velocidade é de 4,8 Mbps e a média de preço por 1 Mbps é de US$ 3,33. Cerca de 80% das residências têm acesso à banda larga.
A velocidade média de conexão por banda larga na França é de 17,6 Mbps. Paga-se US$ 1,64 por cada 1 Mbps e cerca de 70% das casas são atendidas pelo serviço de internet rápida.
Ter 10 Nov 2009
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Não houve consenso na reunião do Fórum de ontem. A consulta pública feita para a ABNT sobre a norma Ginga-J, que falta para completar a especificação do que será possível desenvolver em matéria de interatividade, não foi aprovada e perdeu a validade. Decidiu-se que o Ginga terá duas versões, uma mais simples e outra completa. Caberá ao mercado decidir qual será mais apropriada.
Os próximos passos são definir o que vai exatamente compor cada versão do Ginga e como isso será tratado pela ABNT. A ideia de um natal interativo foi sepultada. Agora, espera-se que a copa do mundo seja um pouco mais que alta definição. Mas tem muita gente duvidando… facilmente surgirão novos problemas (diga-se desculpas) para postergar novamente essa definição.
Seg 9 Nov 2009
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“Na TV digital, todo mundo fala sobre o que pode ser feito. Poucos questionam o que deve ser feito”. Esta frase, de Newton Cannito, do FICs, resume os debates sobre o II Seminário de Televisão Digital: Produção de Conteúdos no Ambiente de Convergência, que aconteceu semana passada na UFPE, em Recife. O evento aprofundou um debate começado ano passado, sobre os rumos da interatividade e da TV digital no Brasil, com um enfoque totalmente multidisciplinar. O evento foi organizado pela UFPE e Globo Universidade.
Na abertura do evento, Cannito, que é doutor pela ECA/USP e roteirista de novelas e seriados, como 9 mm, da Fox, destacou o desafio da produção de conteúdo para várias plataformas. Partindo do princípio que a experiência define a mídia, Cannito disse que as novas tecnologias sempre reforçam as principais características do conteúdo. “O cinema virou mais cinema com as novas tecnologias, como som e cor. A TV está virando mais TV com a digitalização e a alta definição”. Para ele, não há risco da TV ser engolida por outras mídias. Muito pelo contrário: “A TV é o que se faz dela, da forma como se usa. Quando se joga videogame, não é TV. Você desliga o game e volta a ver TV”, explicou.
Além disso, ele não acredita que o conteúdo gerado pelos usuários possa efetivamente afetar o mercado da televisão. Ele usa dois argumentos para explicar o raciocínio: “Primeiro, parte-se do princípio de que todos querem gerar conteúdo. Isso não é verdade. Segundo, considera-se que todos os interessados em geram conteúdo tem a capacidade de fazê-lo, o que também não é verdade. Uma coisa é conteúdo profissional, com credibilidade. Outra, bem diferente, são vídeos caseiros vistos porque são bonitinhos ou engraçados”. Essa linha de pensamento me lembrou de uma frase que meu orientador de mestrado, Nilson Lage, gostava de repetir: “Pessoas comuns não tem nada a dizer. E quando tem, não sabem como”.
De certa forma, Emanuel Castro, diretor de novas mídias da TV Globo, corroborou essa visão em outra palestra, quando disse que a inclusão de conteúdos gerados pelo usuário na programação das emissoras é um modismo. No entanto, a TV Globo está buscando, de forma ainda incipiente, usufruir das novas mídias para agregar conteúdos a sua grade. “Não estamos conseguindo conversar com os jovens. Eles não assistem a nossa programação porque estão no Twitter, no Facebook. Precisamos incorporar essas ferramentas na nossa produção”, explicou, Castro mostrou vários exemplos dessa nova abordagem da TV Globo, com destaque para o BCYOU, uma ferramenta de integração baseada em vídeo. Apesar dessa guinada estratégica da emissora, Castro lembrou que a TV continua tradicional, sem muito enfoque nas novas mídias. “A maioria dos nossos profissionais foi formada e está habituada a trabalhar nas formas clássicas, onde o Twitter é um bicho estranho. Não é fácil mudar essa cultura”. Apesar de considerar os vídeos gerados pelos usuários um modismo, ele concorda que quadros como o Bola Cheia/Bola Murcha do Fantástico, são exemplos de que o assunto deve ser tratado como um diferencial na programação. “Se tem alguém colocando no ar e está dando certo, precisamos colocar também”, sintetizou.
Outro palestrante que apresentou uma visão nova e um pouco diferente da TV Globo, foi Raymundo Barros, diretor de engenharia e responsável pelo desenvolvimento da interatividade na emissora. Ele discutiu se a broadbandTV (BBTV) representa uma ameaça ou uma oportunidade para o setor. Mostrando tecnicamente como funciona a TV pela internet acessível em aparelhos de televisão, Barros fez um paralelo com modelos de negócio e o middleware brasileiro Ginga. Para ele o modelo BBTV não é sustentável porque depende de uma infraestrutura gigantesca (uma diferente para cada fabricante de TV) e está baseado na divisão das receitas. “Não dividimos receita com HP para navegar na internet quando usamos um PC da HP. Por que dividiríamos receita com Samsung para acessar conteúdos pela TV dela?”, questionou.
Além disso, Barros mostrou exemplos de interatividade desenvolvidos e em desenvolvimento dentro da emissora que mostram que os recursos do Ginga fazem tudo o que o BBTV faz e ainda conseguem agregar recursos. Para ele, projetos como o Canvas, da BBC, e o HBBTV, da EBU, não são parâmetro e nem são viáveis para o Brasil. O Canvas é um projeto privado da BBC, voltado ao mercado inglês. Já o HBBTV é mais um remendo visando recuperar o combalido MHP, middleware europeu totalmente fora do mercado.
Ele ressaltou que não está descartado o oferecimento de vídeos do portal G1 via BBTV, desde que se chegue a um modelo que incorpore essa audiência aos números da TV. Além disso, a infraestrutura de transmissão precisa ser única e viável financeiramente.
Questionado por uma avaliação sobre as experiências com interatividade feitas pela emissora, Barros afirmou que até o momento elas não tem tido um retorno muito positivo. Ele acredita que o mercado brasileiro ainda precisa evoluir muito para criar e consolidar modelos sustentáveis para a interatividade. “Precisamos de idéias inovadoras e criativas, que contemplem o que o telespectador quer e precisa”, afirmou.
Completando o tema, Carlos Ferraz, diretor do CÉSAR e professor do Centro de Informática da UFPE, comparou o oferecimento de conteúdos pela web pela TV. Para ele, a web não tem escalabilidade (capacidade de atender qualquer número de usuários com a mesma qualidade de serviço) para oferecer conteúdos em fluxo em larga escala. “O número de usuários da BBTV sempre será limitado pela banda disponível. Por outro lado, o número de telespectadores da televisão é infinito”. Explicando, é inimaginável uma modelo de BBTV que chegue hoje a 50 milhões de pessoas, por exemplo, com qualidade de vídeo boa. Por outro lado, 50 milhões de pessoas é um público facilmente atingível pela TV, com vídeo em alta definição.
O evento mostrou que o debate sobre a TV digital está evoluindo no Brasil. Aos poucos temas como interatividade e produção para alta definição estão dando lugar a debates sobre exploração dos conteúdos e modelos de negócios para a convergência tecnológica digital. As palestras de profissionais da TV Globo são relevantes porque mostram os rumos que a emissora está tomando, e que mais cedo ou mais tarde, são seguidos pela concorrência. Além disso, pode-se perceber claramente que emissora não está parada no tempo e que a convergência já não assusta mais. Há planos e projetos para tirar proveito das novas tecnologias no modelo atual de publicidade.
Do ponto de vista acadêmico, o evento mostrou novamente a necessidade da integração entre pesquisadores e profissionais do mercado. A área da comunicação tem se especializado em discussões inúteis e sem fundamentação real, sem paralelo com as necessidades mercadológicas. Questionei Newton Cannito, Raymundo Barros sobre a formação acadêmica das universidades. Cannito não mediu palavras quando disse que não formação de profissionais criativos, que saibam escrever para todas as plataformas. Para ele, essa é a principal deficiência do mercado hoje e a maior dificuldade no recrutamento de pessoal na empresa dele. Já Barros salientou que o SBTVD aproximou a área da engenharia das emissoras com as universidade. “Hoje tem estudantes de engenharia que sonham em trabalhar na engenharia da TV Globo, algo que não acontecia há alguns anos”, explicou.
E para quem está interessado em fazer mestrado ou doutorado no Centro de Informática da UFPE, Carlos Ferras dá a dica: “Estamos buscando projetos que melhorem a experiência do usuário com essas tecnologias, que facilitam o uso. A usabilidade está no centro dos nossos interesses”.
Seg 9 Nov 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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O Estadão de ontem trouxe uma ótima entrevista com Clay Shirky, autor do livro Here Comes Everybody, onde ele aborda o poder do relacionamento nas comunidades e organizações virtuais. Um boa dica para entender um pouco da estrutura que o mercado de entretenimento está tomando.
E por falar em entretenimento, acaba de ser lançado no Brasil Youtube E A Revoluçao Digital (Aleph, R$ 49,00), dos autores Joshua Green e Jean Burguess. Apesar da tese um pouco otimista sobre os conteúdos gerados por usuários, que o próprio Youtube está desmentindo com a profissionalização de parte do seu acervo, o livro discute aprofundadamente as formas com que essa ferramenta está sendo utilizada, tanto pelo público, como pela indústria, e como isso está relacionado às transformações culturais e sociais. Vale mais pelas transformações do que pelo uso.