Qua 30 Set 2009
Momentos após a ouriçada e alviçareira venda do BuscaPé para a Naspers Limited, surge um questionamento sobre o porquê do Brasil produzir tão poucas empresas pioneiras e que fazem algo relevante para as novas tecnologias de informação e da comunicação. A causa, obviamente, está no sistema de ensino tupiniquim, que forma, com várias e honrosas exceções, para um mercado do século passado. Vejamos a mentalidade americana (The Search, John Battelle, pag. 67):
Larry Page and Sergey Brin both knew what they where getting into when they accepted admission into Stanford University’s graduate school of computer science. Stanford’s elite program is known worldwide for its heady mix of academic excellence and corporate lucre. Students don’t come to Stanford just for the training. They come for the dream: to start a company, grow rich, make their mark in the history of technology, and maybe chance the world. This is the university, after all, that spawned Hewlet-Packars, Silicom Graphics, Yahoo, and Excite, to name just a few.
Para quem questiona esse tipo de abordagem, vale lembrar que a Universidade de Stanford tem atualmente no corpo docente 16 laureados com o prêmio Nobel. Nada mal para uma universidade que atrai alunos com a promessa de abertura de empresas e enriquecimento rápido.
Larry Page e Sergey Brin são nada mais, nada menos, que os criadores do Google, que começaram desenvolvendo algoritmos de relevância para indexação de páginas web em 1996, simplesmente porque os sistemas disponíveis não funcionaram, segundo a visão dos dois. Em vez de reclamar, resolveram o problema, semelhante aos sócios do Buscapé, e de quebra, ganharam um “troco”.
Pena que esses exemplos não são sequer conhecidos pela maioria dos nossos alunos de graduação…
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