Pesquisa divulgada hoje mostra uma crescente participação de vídeos profissionais em sites como Youtube e Google Vídeos. Segundo o relatório “Pro Online Video Views 1998–2012” da AccuStream iMedia Research (caríssimo, mas com bons sumários executivos disponíveis on line), a produção profissional nos famosos vídeos UGC (user generated content) cresceu 25% no ano passado, somando 41,6 bilhões de visualizações.

    Do material profissional visualizado em sites de compartilhamento de vídeos, 17% foi produzido e disponibilizado legalmente por emissoras de televisão. 30% da produção profissional na web é voltada para o entretenimento infantil.

    Chamado de vídeo longa forma (long form), em alusão à cauda longa, essa tática também é utilizada por estúdios de Holliwood, como a Warner, que fornece conteúdos gratuitos na web, inclusive em sites como Youtube, como forma de combater a pirataria. É uma nova configuração do mercado, onde por um lado a publicação ilegal de conteúdos contrasta com a divulgação legal das produções. Para o usuário, a diferença é mínima, se é que existe.

    O relatório ainda aponta uma demanda crescente de vídeos com maior qualidade, em comparação com as produções caseiras que predominam atualmente. Isso não representa nenhuma novidade. A audiência dos vídeos do Youtube, por exemplo, mostra claramente uma predominância das produções com alguma inteligência por trás, com sacadas espertas que atraiam o público. Flagrantes e festas de aniversário já caíram em desuso.