Fevereiro de 2009
Arquivo Mensal
Sex 27 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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O Ministério das Comunicações despachou uma norma ontem proibindo a multiprogramação na TV digital brasileira, exceto na desconhecida e obscura TV pública. É mais uma vitória das grandes emissoras comerciais, que há algumas semanas enviaram requerimento ao Ministério solicitando a proibição. A norma afeta principalmente a Abril, que tem interesses em colocar o canal Ideal na TV aberta, a TV Cultura, que já está com o canal da universidade virtual no ar, e a Fundação Gazeta, que pretendia lançar um segundo canal para o Best Shop.
Marcelo Bechara, assessor jurídico do Ministério (o mesmo que há alguns anos foi aplaudido de pé em um congresso da SET ao garantir que o Ministério das Comunicações daria todo apoio jurídico e derrubaria todos os processos contra a escolha pela modulação OFDM-BST), justificou a proibição alegando que algumas emissoras iriam vender os canais adicionais para igrejas e televendas. Sem entrar no mérito de qual o problema de canais religiosos na TV (religião não é cultura?), percebe-se o reconhecimento da falência do estado no que tange à fiscalização. A incompetência pública em fiscalizar o que é proibido é camuflada com a extinção de um novo mercado.
Além da vitória política, a proibição da multiprogramação tem um significado mais amplo: mostra a aglutinação das principais redes contra a concorrência de novos canais. Enquanto se desesperam com a concorrência de vídeos na web, que não podem controlar, buscam se municiar contra a entrada de novos canais na TV terrestre.
Para o governo federal, como um todo, que já abandonou o discurso da inclusão digital sem maiores explicações à sociedade, a manutenção do número de canais atuais sepulta a última expectativa de uma papel minimamente social da tecnologia digital.
Para o telespectador, perde-se mais um atrativo para a compra do set top box. A simples melhora da qualidade do sinal já se mostrou ineficiente. A interatividade está prestes a ser lançada, mas vai demorar algum tempo para gerar diferenciais na programação. Canais adicionais seriam um diferencial imediato à programação da TV aberta atual.
Mais uma vez, não se aprende com a experiência estrangeira. Na Europa, vários países usaram estratégias ousadas para gerar demanda pela TV digital. Além do aumento significativo do número de canais, a programação mais atraente, ou seja, os melhores programas, estavam apenas no sinal digital. Por aqui, quanto mais se busca centralizar, mais o poder se esvai, e junto a audiência diminui.
Qui 26 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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A notícia fala por si só:
BBC F1 online coverage outlined
February 25, 2009
Web User
The BBC has announced that it will be offering high-quality video streams of all 17 Formula One races in the 2009 season through its website.
The corporation, which won back the rights to show Formula One from ITV after 12 years, said that live video streams available on the site would be of a similar quality to its iPlayer service.
Real-time leaderboards, in-car footage and the main network feed can be presented to online viewers on the same screen, the BBC said.
The BBC’s Formula One website will also feature regular race reviews from Murray Walker and interactive circuit guides.
Coverage of the races will be presented by Jake Humphry, with race commentary from Jonathan Legard and Martin Brundle.
David Coulthard and Eddie Jordan will offer analysis and Lee McKenzie and Ted Kravitz will report from the pitlane.
All 17 races of the 2009 season will be streamed live online and shown live on BBC One, as will all qualifying sessions except the Brazilian round at the Interlagos circuit, which will be online and on BBC Two.
Any races or qualifying sessions that finish before 1000GMT will be shown again on BBC One later in the day.
The first race of the season takes place at Melbourne’s Albert Park on 29 March.
Fonte: Web User
Qui 26 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Pesquisa divulgada hoje mostra uma crescente participação de vídeos profissionais em sites como Youtube e Google Vídeos. Segundo o relatório “Pro Online Video Views 1998–2012” da AccuStream iMedia Research (caríssimo, mas com bons sumários executivos disponíveis on line), a produção profissional nos famosos vídeos UGC (user generated content) cresceu 25% no ano passado, somando 41,6 bilhões de visualizações.
Do material profissional visualizado em sites de compartilhamento de vídeos, 17% foi produzido e disponibilizado legalmente por emissoras de televisão. 30% da produção profissional na web é voltada para o entretenimento infantil.
Chamado de vídeo longa forma (long form), em alusão à cauda longa, essa tática também é utilizada por estúdios de Holliwood, como a Warner, que fornece conteúdos gratuitos na web, inclusive em sites como Youtube, como forma de combater a pirataria. É uma nova configuração do mercado, onde por um lado a publicação ilegal de conteúdos contrasta com a divulgação legal das produções. Para o usuário, a diferença é mínima, se é que existe.
O relatório ainda aponta uma demanda crescente de vídeos com maior qualidade, em comparação com as produções caseiras que predominam atualmente. Isso não representa nenhuma novidade. A audiência dos vídeos do Youtube, por exemplo, mostra claramente uma predominância das produções com alguma inteligência por trás, com sacadas espertas que atraiam o público. Flagrantes e festas de aniversário já caíram em desuso.
Qua 25 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Texto originalmente publicado no Portal Imasters.
Nesta semana a coluna apresenta um pouco da história da TV digital no Brasil, com as escolhas tecnológicas feitas e o que ainda falta definir. O tema foi objeto de muitos estudos, com investimento público que beira os R$ 100 mi, e ainda está longe da estabilidade comercial. Tecnicamente, a TV digital no Brasil é exemplo internacional, com funcionamento muito melhor do que o esperado. Porém faltam incentivos para que a população compre os receptores, considerados caros e sem atrativos para quem não tem TV de plasma ou LCD de alta definição.
Resumidamente, as discussões sobre a TV digital começaram no Brasil em 1994, quando foram feitos os primeiros estudos sobre o tema, conduzidos pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Desde então tem se debatido vários aspectos tecnológicos, com foco nos padrões e sistema internacionais que poderiam ser adotados. Até 2000, não houve resultados concretos desses estudos. Ficaram muito mais na suposição e na falta de vontade política de avançar.
Centrando os estudos nos três sistemas existentes (americano ATSC, europeu DVB e japonês ISDB), a Anatel iniciou os seus estudos sobre TV digital e mercado de telecomunicações em 1998. Além de tomar a frente nas pesquisas, a Agência avalizou a iniciativa SET/Abert, dando continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido, porém com uma visão mais pragmática. O objetivo inicial estava era escolher um dos três padrões para ser adotado pelo Brasil. O desenvolvimento de um sistema nacional estava totalmente fora de questão.
No início de 1999 foram importados os equipamentos necessários para testar os três sistemas de transmissão. Os testes de laboratório e de campo foram feitos em setembro daquele ano e em janeiro de 2000, respectivamente. Também foram feitas demonstrações da tecnologia em locai públicos, como shoppings.
Logo no início dos testes, em fevereiro de 2000, percebeu-se que a modulação 8-VSB, usada pelo sistema norte-americano, não atendia às necessidades brasileiras, uma vez que seu desempenho foi insatisfatório na recepção doméstica, principalmente usando antenas internas. Esse fato levou a Anatel a descartar o padrão de modulação norte-americano, colocando em consulta pública a utilização do COFDM, usado pelo DVB e ISDB. Atualmente, quase metade (47%) dos aparelhos de TV tem recepção apenas por antenas internas.
O relatório final dos testes de TV digital confirmou o melhor desempenho dos sistemas europeu e japonês, além do desempenho insuficiente do ATSC nos quesitos transmissão de sinais em áreas de sombra e para receptores móveis. Entre os dois primeiros, o ISDB foi considerado superior ao DVB, devido ao melhor desempenho na recepção de sinais televisivos em ambientes fechados, e a sua flexibilidade para recepção de programas ou acesso a serviços, através de terminais fixos ou móveis. Em 31 de agosto de 2000, a Anatel encerrou a discussão técnica sobre o padrão de TV digital a ser adotado no Brasil. Esperava-se um pronunciamento oficial sobre qual tecnologia seria adotada, mas este anúncio foi adiado para depois da posse do novo governo, que ocorreria dois anos depois.
Após a posse, o então Ministro das Comunicações, Miro Teixeira, encaminhou uma carta de intenções ao Presidente da República, onde levantou a necessidade da inclusão digital através da TV interativa. Era o primeiro sinal de que o assunto teria outro tratamento. O passo seguinte foi o anúncio de que o país desenvolveria um padrão próprio de transmissão, idéia que foi amplamente defendida pelo ministro até sua saída do Ministério, um ano após tomar posse. Em maio do mesmo ano, foi criado um grupo de estudo para analisar novamente o assunto e dar um parecer sobre os estudos já realizados.
Os trabalhos desse grupo de estudo duraram até novembro, quando saiu o decreto Nº. 4.901, que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O decreto, além de nortear a transição do sistema analógico para o digital, deixou claro que esse avanço tecnológico não se restringiria a uma simples troca de equipamentos. A preocupação com a inclusão social por intermédio da TV e com o desenvolvimento da indústria nacional estava entre os principais objetivos. O decreto deixou claro que a TV digital seria uma ferramenta com finalidades sociais, não uma simples evolução tecnológica que atende apenas a interesses mercadológicos ou econômicos.
Para conduzir os estudos foram lançados 20 editais públicos, em forma de Requisição Formal de Proposta (RFP), buscando projetos para atender as mais variadas áreas que compõe a TV digital. Os editais incentivaram a formação de redes de pesquisa, onde os estudos são realizados de forma descentralizada por várias instituições trabalhando num mesmo tema. No total, o SBTVD envolveu 79 instituições acadêmicas, de P&D e da indústria eletroeletrônica, congregando mais de 1.200 pesquisadores.
O resultado final foi a opção pelo padrão OFDM-BST de modulação, integrante do sistema japonês de TV digital, que permite transmissões para dispositivos portáteis na mesma freqüência do canal de radiodifusão. Além disso, foram incorporadas inovações tecnológicas como o padrão de codificação H.264 e o middleware Ginga. Este último desenvolvido nacionalmente.

Esquema de tecnologias do ISDB-Tb. De baixo para cima: camada de modulação, multiplexação, codificação de vídeo, codificação de áudio (até aqui tudo é implementado em hardware no receptor); middleware e aplicações.
O Decreto Nº. 5.820, além de definir as tecnologias componentes do ISDB-Tb (International System for Digital Broadcasting – Terrestrial Brazil), nome comercial adotado pelo SBTVD, também estabelece as regras de implementação da TV digital no Brasil, delimitando em sete anos o prazo para que o sinal digital cubra todo o território nacional. Em 10 anos toda transmissão terrestre no Brasil deve ser digital e as concessões de canais analógicos devolvidas pelos operadores privados à União. Além disso, define que a TV digital brasileira terá alta definição, mobilidade, portabilidade, multiprogramação e interatividade.
Para desenvolver e implementar plenamente o ISDB-Tb, foi criado o Fórum do SBTVD-T, composto por representantes do setor de radiodifusão, do setor industrial e da comunidade científica e tecnológica, entre outros. O principal objetivo do Fórum é promover a definição, desenvolvimento, planejamento da implantação e implementação dos padrões técnicos voluntários e obrigatórios do ISDB-Tb.
A inauguração da TV digital brasileira aconteceu em dois de dezembro de 2007, em São Paulo. Na ocasião, as principais redes de TV da cidade lançaram suas transmissões digitais, mesclando conteúdos em alta definição com outros em definição padrão. Também foram lançadas as transmissões One-Seg, para dispositivos portáteis, em baixa definição. Atualmente, 11 capitais brasileiras já tem sinal digital comercial, abrangendo 46% da população. Pelo menos mais cinco capitais estão em fase de teste da tecnologia, cujo lançamento deve ocorrer nos próximos meses.
A interatividade foi postergada para um segundo momento. No entanto, vários fabricantes de set top boxes (receptores digitais, com saída analógica, que fazem a decodificação do sinal digital e suportam a interação do usuário) embutem softwares nos equipamentos, o que permite algum tipo de interatividade, como o guia de programação. As informações que compõe o guia são transmitidas multiplexadas ao fluxo de áudio e vídeo, e extraídas no momento da exibição. Como as transmissões digitais foram iniciadas sem o middleware Ginga nos set top boxes, atualmente o guia eletrônico de programação (EPG) é o único recurso interativo presente, que permite alguma interação entre o usuário e o receptor através de software e controle remoto.
No entanto, há vários receptores com versões de Ginga sendo vendidos clandestinamente. No centro da cidade de São Paulo, um receptor com Ginga-NCL implementado parcialmente é vendido a um preço médio de R$ 600,00. Esses receptores não são atualizáveis, mas recebem alta definição e tem saída HDMI.
Além disso, nesta semana foi lançado comercialmente o middleware RCA Soft. Trata-se de uma implementação das linguagens NCL e LUA, com suporte a aplicações carregadas localmente pela porta USB ou transmitidas pelo ar via carrossel de objetos. Por enquanto o middleware RCA Soft é voltado para o receptor XPS-1000 da Proview. Quem já comprou esse receptor pode fazer o download do Ginga no site da própria RCA Soft, a um custo de R$ 199,00, e acompanhar os testes que estão sendo feitos pelas emissoras de TV. Esse preço inclui os serviços técnicos de preparação do software de instalação para o receptor, envio do software por e-mail com as instruções detalhadas para atualização, envio de algumas aplicações interativas de exemplo e suporte técnico do usuário por e-mail durante o período de 90 dias.
A escolha das tecnologias envolvendo a TV digital no Brasil causou muita polêmica. Por um lado, a iniciativa do governo federal em usar a TV digital como fonte de inclusão digital não obteve respaldo das emissoras de TV, responsáveis pela geração de conteúdo. Por outro, o lobby do Sistema Europeu desvirtuou o debate, com informações incorretas sobre o potencial da tecnologia.
Analisando o processo agora, três anos depois do centro do debate, percebe-se que o DVB está míngua, com o MHP questionado por todo mundo que o adotou. Além disso, a escolha pelo MEPG-4 se mostrou totalmente acertada. Os EUA já anunciaram a evolução do sistema ATSC para incorporar essa tecnologia de codificação; A Europa está em vias de fazer o mesmo, uma vez que a França também optou por essa tecnologia. O Japão está estudando como evoluir o ISDB para incorporar essa inovação. Isso mostra na prática o que se sabia teoricamente: o ISDB-Tb é o sistema de TV digital com as tecnologias mais avançadas.
O único componente genuinamente nacional do ISDB-Tb é o middleware Ginga, desenvolvido pelas Universidades PUC-Rio e UFPB. Até o momento, a linguagem declarativa NCL e a procedural LUA estão confirmadas e especificadas pela ABNT. Os receptores e ferramentas de teste disponíveis no mercado estão baseados nessas duas linguagens. O Fórum do SBTVD ainda estuda a adoção da linguagem Java, como padrão procedural.
Resumidamente, os principais recursos do Ginga são:
• Recebimento de aplicações pelo ar
• Envio de informações por qualquer rede
• Sincronismo no tempo e no espaço
• Interatividade
• Adaptabilidade
• Múltiplos dispositivos
• Edição ao vivo
A linguagem NCL sozinha dá suporte a todos esses recursos, que podem ser incrementados com LUA. Cada uma dessas características será detalhada nas próximas semanas nesta coluna, com exemplos em NCL e LUA. Na semana que vem a coluna vai abordar infraestrutura de desenvolvimento e de teste de aplicativos para TV digital. Não esqueça de enviar seus comentários e dúvidas. E um bom carnaval, cheio de Ginga.
Qua 18 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Como era de se esperar e como estava previsto, os fabricantes de software não esperaram a morosidade do Fórum do SBTVD para colocar o Ginga no Mercado. Hoje foi lançado o middleware RCA Soft. Trata-se de uma implementação das linguagens NCL e LUA, com suporte a aplicações carregadas localmente pela porta USB ou transmitidas pelo ar via carrossel de objetos.
Por enquanto o middleware RCA Soft é voltado para o receptor XPS-1000 da Proview. Quem já comprou esse receptor pode fazer o download do Ginga no site da própria RCA Soft, a um custo de R$ 199,00, e acompanhar os testes que estão sendo feitos pelas emissoras de TV. Esse preço inclui os serviços técnicos de preparação do software de instalação para o receptor, envio do software por e-mail com as instruções detalhadas para atualização, envio de algumas aplicações interativas de exemplo e suporte técnico do usuário por e-mail durante o período de 90 dias.
A RCA Soft é uma empresa de software que atua na área de desenvolvimento de produtos para TV Digital desde as pesquisas do SBTVD, quando liderou um consórcio de middleware, cuja proposta era adaptar uma versão aberta do MHP. A maioria das emissoras de TV de SP está usando o playout da empresa, para gerar o carrossel de dados/objetos da interatividade.
Rodrigo Cascão Araújo, diretor comercial da empresa, lembra que a versão Java estará disponível no futuro, caso o Fórum homologue a linguagem e especifique seu uso.
Ter 17 Fev 2009
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Phillip Swann, editor do site TV Predictions, traz essa semana uma análise do que ele considera os maiores erros do HDTV nos EUA, e que explicam o adiamento do switch of analógico. Além de criticar estudos e análises culturais e industriais, que afirmam 100% de penetração do HDTV, ele coloca cinco razões que explicam o insucesso: preço muito alto, predominância de TVs sem suporte a alta definição, baixa educação, pouca programação HD, e o desastre da briga entre Blu-ray e HDDVD. Swann conclui que está na hora da indústria parar de se enganar com o falso sucesso da alta definição e começar a corrigir os erros.
Transcrevo abaixo a explicação sobre os problemas do HDTV nos EUA.
So, what’s wrong with HDTV?
1. Still Too Costly
Despite dropping prices, most high-def sets are still cost prohibitive for most Americans. While you can buy a small-screen HDTV now for under $500, the sets that make people drool — that make them run to the store — are still close to $1,000 or more. Even before the recession, that was too much for budget-conscious Americans. During the recession, it’s an unthinkable luxury.
2. Old TVs Prevail
Despite the upcoming Digital TV transition (assuming it is upcoming), millions of Americans still own older, non-HD analog sets. They spent good money for them and they still work — so why update them? Or, at least, that’s the view of the analog TV owner. It’s a lot cheaper to get a $50 digital converter box (which allows digital signals to display on the analog set) than it is to buy a high-def set. And it’s also cheaper to buy a non-HD Digital TV set for $200-300 than it is to throw down the mortgage money on a high-def one.
3. Poor Education
Cable and satellite providers (and the telcos) still surprisingly do little to educate consumers that if they have a high-def set, they need a high-def tuner to watch HD programming. (Roughly one-third of HDTV owners fall in this category.) They seem to think that high-def owners have figured it out.
And TV manufacturers and CE retailers do next to nothing to help out. Their view: They’ve sold the set so why spend their time and money ensuring that people use it to its fullest?
However, that’s a myopic view. If more people had high-def tuners, that would be more people out there in the marketplace spreading the word about HD’s wonderful picture and sound. And that would lead to more people buying high-def sets.
4. Not Enough HD Programming
Not enough high-def programming, you ask? How can that be? Aren’t there dozens of HD channels?
Well, yes, that’s true. But the four major broadcast networks, which still dominate primetime ratings, still produce far too many shows in standard-def. For instance, on CBS, The CBS Morning Show, The Amazing Race, 48 Hours and several other shows are still not in high-def. And on NBC, under spendthrift CEO Jeff Zucker, sometimes the entire primetime lineup is not in HD. For instance, unscripted shows such as Deal or No Deal and The Biggest Loser are delivered in deadly dull SD.
The result is that the average viewer is not as excited about high-def as he could be.
5. The Blu-ray/HD DVD Debacle
The industry’s food fight over which high-def disc format would prevail unquestionably hurt the HDTV industry. The high-def disc, which offers a picture superior to anything on cable, satellite or a telco service, is a great showcase for the technology. However, the format war slowed consumer interest in high-def discs — and now that Blu-ray has prevailed, the studios’ stubborn insistence to price Blu-ray movies at $5-10 more than their standard-def editions continues to delay consumer acceptance.
Blu-ray should be a catalyst for selling more high-def sets, but it’s often just a reminder of how costly high-def can be.
Desconsiderando apenas a briga entre Blu-ray e HDDVD, que comprometeu a credibilidade do sistema HDTV, e que passou despercebida no Brasil, os demais fatores são muito mais críticos por aqui. Os preços são mais elevados (e como!); o parque de TVs analógicas é muitos mais antigo; a educação é um desastre (tem muita gente vendo TV analógica, cheia de fantasmas, dizendo que tem TV digital HD por causa do logo que as emissoras colocam equivocadamente); e a programação em HD ainda é pequena. Para contornar isso, são necessárias várias estratégias de divulgação e de conscientização sobre as vantagens e problemas da tecnologia digital, sob pena de chegar 1016 e a TV digital estar restrita a poucas classes sociais.
Ah, e muita reza para que a crise econômica pare por aí, senão, ninguém vai investir nos receptores.
Seg 16 Fev 2009
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O Ministério das Comunicações divulgou semana passada que o sinal de TV Digital aberta está disponível em 10 capitais do País. Até o final do ano, todas as capitais devem receber as transmissões digitais. A mais recente capital a receber a tecnologia é Vitória (ES), onde cinco canais obtiveram a autorização do ministério. Além dessas 10 capitais, em outras 8 estão sendo feitos testes de transmissão.
A meta do MC é que até o fim de 2009 todas as capitais do Brasil recebam o sinal de TV digital. De acordo com dados do ministério, a televisão digital está disponível para 46% da população nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, Cuiabá, Salvador, Florianópolis e Vitória.
Estimativas da Eletros indicam que em 2008 foram vendidos 500 mil equipamentos para TV digital. Esses números não deixam dúvidas sobre o sucesso técnico da TV digital, cuja penetração e vendas de receptores não tem paralelo em nenhum outro país que tenha adotado a tecnologia digital. Com a interatividade oficializada para o segundo semestre pelo presidente do Fórum do SBTVD, Frederico Nogueira, o ISDB-Tb ganha as feições brasileiras tão buscadas nos últimos anos. Ainda este semestre estaremos comemorando um milhão de caixinhas vendidas, coisa que o Japão levou 3 anos para conseguir.
Qui 12 Fev 2009
Publicado por Valdecir Becker sob
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Vale a pena ler e refletir sobre este post no blog do Boni, onde ele afirma que a televisão está mais forte do que nunca. De uma forma bastante singela, ele ataca a teoria de que a televisão está em decadência e que as novas mídias estão tirando sua audiência. Já me referi ao assunto em posts anteriores, para dizer que não há concorrência entre TV e internet: ambas são complementares e tem uma longa vida juntos. Como escreve o Boni: “A semana passada a TV americana mostrou que a televisão aberta está mais forte do que nunca e que estão totalmente erradas as polianas que aceitam a queda de audiência como uma coisa dos tempos, irreversível…. As carpideiras de plantão, que choram a morte dos gloriosos dias da tv brasileira, deviam jogar no lixo seus lenços velhos e seus mantos negros, entendendo que não é o veiculo que está em crise, mas sim o uso que ser faz dele”.
O agora empresário Boni tem uma visão ainda bastante restrita do que é televisão, tratada como meio de acesso ao conteúdo audiovisual. Essa visão está mudando no seu antigo empregador (vejam post sobre a entrevista do presidente das Organizações Globo, abaixo), e terá reflexos rápidos nas demais emissoras. O conceito de TV como infraestrutura de acesso está mudando para TV como provedora de conteúdo audiovisual. Neste ponto, ela jamais será superada, pois irá utilizar a web para atingir públicos que não acompanham a caixa em uma estante na sala.
Qui 12 Fev 2009
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Texto originalmente publicado no Portal Imasters.
A TV digital é uma evolução da TV analógica. Ainda engatinhando no Brasil, a TV digital traz imagens em alta definição, incrivelmente melhores do que a TV analógica, que podem ser recebidas em aparelhos fixos, móveis e portáteis, com ou sem interatividade. A partir desta semana vamos tratar neste espaço as oportunidades criadas e expandidas por essa nova tecnologia, com foco principalmente no desenvolvimento de conteúdos interativos para TV aberta. Todas as semanas você terá novidades sobre interatividade, desenvolvimento de aplicações em NCL e LUA, testes, mercado e o andamento da TV digital no Brasil.
A TV digital já uma realidade nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. Na maioria desses países a TV analógica está próxima do fim. No Brasil as transmissões digitais abertas começaram em dezembro de 2007 e atualmente quase metade das capitais já tem sinal digital, incluindo recepção portátil. A interatividade ainda não foi lançada oficialmente por problemas com direitos autorais envolvendo a linguagem Java. Por outro lado, as linguagens NCL e LUA, ambas nacionais, já estão especificadas pela ABNT e poderiam estar nos receptores, se a indústria assim o quisesse. Já na TV por assinatura, os principais provedores já oferecem pacotes digitais.
Mas antes de detalhar as linguagens de programação para conteúdo interativo na TV digital, vamos ver um pouco do funcionamento da tecnologia e o que compõe essa nova forma de transmissão. Os limites da interatividade na TV digital (que serão detalhadas nas próximas semanas) surgem por causa da organização da transmissão em broadcast. Para quem está acostumado com a interatividade na web, surpresas virão, porque a interatividade na TV digital (infelizmente) não tem relação com o que conhecemos na internet.
Olhando de forma genérica, um sistema de TV digital interativa pode ser decomposto em três partes: um difusor, responsável por prover o conteúdo a ser transmitido, e suportar as interações com os telespectadores; um receptor, que recebe e apresenta o conteúdo e possibilita ao telespectador interagir com o difusor; e um meio de difusão, composto por canal de difusão e canal de retorno (ou canal de interatividade), que habilita a comunicação entre difusor e receptor.

A transmissão do sinal de televisão pode ser pelo ar (transmissão terrestre), por cabo ou satélite. Mais recentemente a tecnologia IPTV (que não tem nada a ver com vídeo na internet ou webTV) também tem sido utilizada por algumas provedoras de TV por assinatura e vídeo sob demanda. Para o desenvolvimento de aplicativos, foco desta seção, não faz diferença a forma como o vídeo é transmitido. O que importa são as ferramentas de desenvolvimento e multiplexação, no lado do difusor, e a infraestrutura de recepção, no lado do receptor. Lembrando apenas que quando falamos em TV aberta, que está em processo de digitalização no Brasil, a transmissão é feita pelo ar, por radiodifusão. Isso não muda em relação à TV analógica.
O difusor
A transmissão do sinal de TV digital passa por várias etapas, nas quais o áudio, o vídeo e os dados são organizados para a difusão. Destaque para os dados, que representam a grande diferença em relação à TV analógica e são responsáveis por vários recursos novos, como o oferecimento de: legendas de filme, guias de programação de canais (EPG - Electronic Program Guide), informações sobre data e hora, sinopse de programas etc. Aqui é necessário dar uma ênfase especial para um tipo de dado importante em TV digital: os aplicativos - programas desenvolvidos nas linguagens NCL ou LUA -, que serão executados no receptor da televisão digital, que passa a possuir capacidade de processamento. São esses aplicativos que caracterizam a interatividade.
Falando especificamente sobre o áudio e o vídeo, existem duas formas de gerar conteúdo televisivo: transmiti-lo ao vivo ou gravar seqüências de vídeo e áudio para posterior edição antes da difusão. Em ambas as formas, os sinais de áudio e vídeo precisam ser codificados e encapsulados em pacotes de transporte MPEG2-TS por um multiplexador, antes de serem transmitidos. Os dados também precisam ser inseridos no multiplexador, através de um injetor de dados.
Após a multiplexação, o próximo passo é modular o sinal digital para ser difundido pelos meios convencionais. Cabe ao modulador essa tarefa, que gera um sinal em baixa freqüência. Esse sinal precisa ser convertido em um sinal de freqüência maior para poder ser difundido pelos diversos meios. O equipamento responsável por essa conversão é o UpConverter.
O receptor e o set top box
Antes de ser processado por um receptor, o sinal difundido precisa ser captado por uma antena, no caso de satélite ou radiodifusão, ou chegar via cabo. O receptor pode estar dentro de uma televisão digital ou ser um equipamento à parte. Nesse último caso, o receptor passa a ser conhecido como decodificador ou set top box. A idéia básica desse dispositivo é o de uma pequena caixa agregada a uma televisão analógica, que converte os sinais digitais para que sejam assistidos por essas televisões convencionais. Para quem assina ou conhece sistemas de TV por assinatura, o receptor é algo comum do lado da TV.
Um receptor ou set top box pode possuir também um canal de retorno tornando possível uma interatividade entre o telespectador e os serviços disponíveis. Esse canal de retorno pode utilizar as mais diversas tecnologias disponíveis, como linha telefônica discada, xDSL e cabo, rede celular 3G, para fazer a comunicação no sentido inverso da difusão, do telespectador para o operador da rede.
Para permitir a interatividade, os set top boxes precisam de capacidade de processamento. Por isso seu hardware pode conter tecnologias que são comuns aos computadores, tais como CPU, memória, modems para canal de retorno, memória para armazenamento de dados, e leitores de smart cards para controle de acesso. Como ocorre em computadores convencionais, esses dispositivos são controlados por device drivers de sistemas operacionais. Contudo, esses sistemas operacionais são bem mais simples que os convencionais, e possuem código armazenado em memória não volátil (ROM).

O primeiro elemento que processa (capta) o sinal difundido é o sintonizador digital. A seguir, o sinal passa pelo demodulador, que extrai o fluxo de transporte MPEG-2, passando-o para o demultiplexador, responsável por extrair todos os fluxos elementares. Esses, por sua vez, são então encaminhadas para o decodificador, que os converterá para o formato apropriado de exibição utilizado pelo equipamento televisivo. Já as aplicações são executadas pelo processador conforme o estado determinado no injetor de dados, podendo iniciar automaticamente ou ficar na espera de uma ação do telespectador (nesse caso, usuário).
As modalidades mais conhecidas de televisão digital são a SDTV (Standard Definition Television), a HDTV (High Definition Television) e a EDTV (Enhanced Definition Television), também conhecida como HDTV Ready. A primeira é um serviço de áudio e vídeo digitais, parecida com a TV analógica, na relação de aspecto 4:3 (largura:altura da imagem), cujos aparelhos receptores possuem 480 linhas, com 740 pontos em cada uma. A HDTV, cuja imagem possui formato 16:9, é recebida em aparelhos com 1080 linhas de definição e 1920 pontos. Entre esses dois sistemas existe a EDTV, TV de média definição, que possibilita a utilização de aparelhos com 720 linhas de 1280 pontos.
Dependendo da largura de banda disponível para a transmissão, é possível mesclar essas modalidades de TV digital, uma vez que a qualidade da imagem no receptor é proporcional à banda utilizada pela transmissão. No caso do Brasil, a largura de banda é um pouco superior a 17 Mbps.
A vantagem mais perceptível da transmissão em sistema digital é a conservação da qualidade do sinal. O número de linhas horizontais no canal de recepção, mesmo em modo SDTV, é superior a 400, sendo idêntico àquele proveniente do canal de transmissão. Nos atuais sistemas analógicos, em função das perdas, a definição nos aparelhos receptores (TVs e videocassetes) atinge, na prática, somente 330 linhas horizontais. Isso impacta diretamente na qualidade da imagem que vemos na TV. Digitalmente, a imagem é muito mais imune a interferências e ruídos, ficando livre dos “chuviscos” e “fantasmas” tão comuns na TV analógica. Na transmissão digital, os sinais de som e imagem são representados por uma seqüência de bits, e não mais por uma onda eletromagnética análoga ao sinal televisivo.
Do ponto de vista das telecomunicações, a grande vantagem da TV digital, comparado com a analógica, é a otimização do espectro de freqüências. Cabem mais canais digitais do que analógicos. Isso acontece porque o sinal digital pode ser compactado e porque há menos interferências do que na transmissão analógica.
Além disso, a TV digital traz pelo menos mais três grandes inovações: a recepção móvel, a recepção portátil e a interatividade. Apesar das constantes confusões, a TV digital móvel é diferente da portátil. A recepção móvel é feita por aparelhos de TV convencionais, em movimento, como ônibus, trens, metrôs, carros. Já a recepção portátil é pessoal, feita por aparelhos celulares ou TVs portáteis. Não tem nada a ver com vídeos das redes de telefonia, como 3G.
Todas essas vantagens só são possíveis graças à convergência de tecnologias, alardeada há pelo menos duas décadas. Do lado da produção, o computador já é amplamente usado na edição e codificação dos vídeos. Porém do lado do telespectador, o uso do PC para assistir TV ainda é praticamente desconhecido, com poucas exceções feitas por placas especiais capazes de decodificar os sinais das antenas analógicas. No caso da TV digital, tanto o set top box, como o próprio aparelho de TV, são computadores bastante potentes. É dessa convergência que surge a interatividade, que será o tema central dos próximos textos desta seção.
Até a próxima semana, quando explicaremos as tecnologias usadas na TV digital brasileira e o funcionamento da interatividade. Não deixe de postar seus comentários.
Qui 12 Fev 2009
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A partir desta semana estarei contribuindo com o portal Imasters, na seção recém criada sobre TV digital. Semanalmente vou publicar textos conceituais sobre TV digital, interatividade e desenvolvimento de conteúdo interativo. O foco do portal é no “como fazer”, com público da área da informática. Dessa forma os textos irão focar ações práticas de desenvolvimento de conteúdo interativo, uso e testes do Ginga e as linguagens NCL e LUA.
Os textos serão republicados aqui, na seção formação.
Seg 9 Fev 2009
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Alguns números do Super Bowl, da semana passada. Além dos mais de 150 milhões de telespectadores norte-americanos, o Super Bowl foi transmitido para 230 países, em 34 idiomas diferentes, entre eles o Brasil, com o canal ESPN. Nos Estados Unidos, um anúncio de 30 segundos durante o intervalo custava US$ 3 milhões. E os artistas que participam também agradecem. As vendas de CDs do grupo Tom Petty and The Heartbreakers, atração do ano passado, aumentaram 196% na semana posterior ao evento. A NBC, estação que transmitiu a partida em alta definição, conseguiu bater um recorde de audiência e faturou mais de US$ 260 milhões em publicidade. A NFL passou longe da crise econômica mundial e mostra como é uma final bem organizada.
Sex 6 Fev 2009
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A corrida tecnológica já pôs em xeque a menina dos olhos da modernidade: o disco Blu-Ray. Em evento realizado nesta semana nos EUA, chamado Future of Packaged Media, apareceram vários questionamentos sobre o futuro da mídia de armazenamento em um mundo totalmente on line. Vale a pena investir em DVDs se o conteúdo, os filmes, podem ser acessados e vistos on line?
Para o consórcio Blu-Ray sim. Tanto que apresentaram a evolução da tecnologia, chamada de Blu-Ray Disc Live, que permite atualizações do DVD na hora de dar o play no aparelho. Assim, sempre haverá conteúdo novo a ser visto, o que, para os idealizadores, não deixa o filme envelhecer.
Peter Staddon, vice-presidente sênior da Deluxe Digital Studios disse a imprensa: “With BD Live, there is an opportunity to do things that seem trivial but are big for studios. If you take Gladiator and put it into players, its trailers are old and it dates the disc immediately. But in a Blu-ray environment, you can add in Iron Man 2, and that contemporizes it.”
Apesar do alvoroço feito em torno desse novo recurso, essa solução já foi adotada pelos antigos CD-Roms, que vinham com browser para puxar conteúdo on line. Foi um desastre de vendas, porque logo em seguida todos os conteúdos do CD estavam disponíveis on line, dispensando a compra. O mesno tende a acontecer agora, com os discos de alta definição.
Como Blu-Ray ainda é luxo no Brasil, para dizer o mínimo, com aparelhos caríssimos, discos idem, com poucos filmes disponíveis, é possível que essa tecnologia de atualização nem desembarque por aqui. Lembrando que a primeira versão Blu-Ray que saiu nos EUA nem foi lançada no Brasil. A que está sendo vendida é a segunda, já ultrapassada na terra do tio Sam.
Qui 5 Fev 2009
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Um estudo feito pela ABI Research concluiu que 36% das pessoas entrevistadas querem usar redes sociais com canais de TV agregados. “Como o vídeo de entretenimento está se movendo com fluidez e atravessando várias barreiras, chega agora às redes sociais também”, explicou Jason Blackwell, ao se referir à pesquisa. “Os consumidores desejam o acréscimo de experiências de entretenimento, e querem explorar essas experiências a partir de comunidades do seu interesse; é isso o que a TV social fará, em última análise.”
A ABI também descobriu que as características e programação desejadas na TV variam de acordo com a idade dos consumidores. Pessoas mais velhas querem ver TV enquanto checam atualizações de conteúdos em seus perfis. Já usuários mais jovens preferem o uso para conversas de texto sobre o conteúdo da TV.
Qui 5 Fev 2009
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Pelo jeito não é apenas no Brasil que o governo dá cabeçadas quando o assunto é TV digital. Ontem, nos EUA, os deputados aprovaram o adiamento do corte da transmissão analógica até o dia 12 de junho. Semana passada eles haviam rejeitado, mas depois de forte pressão do presidente Barack Obama, o congresso voltou atrás. Lembrando que os senadores haviam aprovado o adiamento sem maiores discussões.
Agora é aguardar a posição da AT&T, que comprou as frequências analógicas para oferecer serviços de telecomunicações. Isso se nada mudar…
Qua 4 Fev 2009
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Esta semana voltaram a pauta do Ministério das Comunicações dois assuntos complicados: a multiprogramação e a figura do operador de rede. Ambos ainda são nebulosos, mas aos poucos o Ministério avança na definição das regras para o setor audiovisual. Regras essas que muitas vezes não condizem com o interesse da sociedade.
Multiprogramação consiste em transmitir mais de um canal de TV dentro da faixa de 6 MHz, onde atualmente cabe apenas um canal de TV analógica. Muito tem sido discutido sobre o assunto, sem nenhum consenso. Enquanto as redes maiores de TV afirmam que o mercado publicitário não daria suporte ao aumento do número de canais, redes menores, como o Grupo Abril e Gazeta, planejam colocar pelo menos mais um canal no ar cada uma. Público para uma maior diversidade de canais e conteúdos certamente tem. O problema é que aumenta a concorrência na audiência, hoje praticamente monopolizada por uma rede, apesar dos índices em queda.
Marcelo Bechara, assessor jurídico do Ministério, ainda pretende proibir formalmente a multiprogramação. Segundo ele, porque algumas redes iriam sublocar os canais, o que é proibido por lei e seria extremamente difícil de ser fiscalizado. Trata-se de um argumento que não se sustenta. Hoje várias emissoras alugam parte da grade, inclusive do horário nobre, e não tem fiscalização nenhuma. Portanto, a desculpa tecnológica não se sustenta. Por outro lado, o Ministério não tem nada contra em relação as redes públicas e estatais fazerem multiprogramação. Ambas não estão sujeitais a mesma lei? TVs comunitárias e universitárias, que sofrem com a falta de conteúdo para por no ar, não sublocam a grade também? Quantas pessoas pagam para terem programas nessas TVs, geralmente com fins políticos? São apenas alguns pontos que carecem de explicação.
Já a figura do operador de rede está em discussão para as TVs públicas, como TV Brasil, TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, TV Escola (e demais canais do Ministério da Educação) e Canal da Cidadania (do Ministério das Comunicações). Trata-se de uma infraestrutura de transmissão única e compartilhada para todos os canais, reduzindo consideravelmente os custos. Esse modelo, onde uma empresa transmite todos os canais, ou parte deles, é comum na Europa. Na Inglaterra, por exemplo, a Sky transmite todos os canais da BBC, da ITV, do ChannelFour.
Esse modelo chegou a ser cogitado muito de leve durante as pesquisas do SBTVD, mas devido a enorme restrição das emissoras comerciais, sequer foi colocado formalmente em pauta. Compartilhar as torres de transmissão não passa pelas redes comerciais. Vale a pena frisar: cabeças de rede e grandes repetidores. Viajando pelo interior do país e conversando com repetidoras e geradoras menores, que não produzem mais do que cinco minutos diários de telejornalismo, percebi que quase a totalidade dessas empresas não tem a mínima condição de digitalizar sua infraestrutura no curto prazo. Os custos são altos demais. Um operador de rede resolveria esse problema.
Enfim, enquanto o Ministério dá passos significados em uma direção, como o edital que deve sair em breve para a escolha do operador de rede das empresas públicas, retrocede em outro, ao querer evitar uma demanda da sociedade, que é a multiprogramação e o aumento do número de canais. Falta uma política pública para o setor de radiodifusão, que deveria começar pela liberdade de cada empresa escolher o modelo de transmissão e o número de canais a serem oferecidos. A fiscalização é conseqüência do mau uso. Não pode ser usada como desculpa para frear o mercado.
Ter 3 Fev 2009
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Quando entrei no curso de jornalismo na UFSC em 1998, o sonho de três em cada quatro estudantes era trabalhar na televisão. A maioria queria ser repórter ou apresentador, mas tinha também os candidatos a editores e cinegrafistas. Quatro anos depois, na formatura, o mercado já não permitia mais esse tipo de planejamento. Os trainees e entrevistas para emprego (estágio era proibido na época) exigiam conhecimentos muito além de saber escrever ou ter uma voz e segurar um microfone. Era necessário dominar pelo menos três funções do quotidiano televisivo, como produzir, escrever e editar. Texto combina sim com software de edição, seja Premiere ou Final Cut.
No início, essas exigências assustavam, apesar de os alunos terem passado por todas as etapas no laboratório de telejornalismo da universidade. A função de repórter de TV englobava também redigir textos para internet e jornais. A RBS TV de Florianópolis foi uma das pioneiras nas coberturas multimídia internacionais, em que o profissional era um verdadeiro faz tudo, gerando material para a TV, rádio, portais web e jornais. O segredo era dominar todas as etapas da produção da TV e conseguir atender minimamente as demais mídias.
O que parecia uma simples redução de custos nas viagens ao exterior está se confirmando como tendência em todo setor audiovisual. Tecnologias novas de produção permitem que um único repórter faça a reportagem, capte as imagens, edite e envie o material pronto por satélite ou conexão celular. A maioria das sucursais das emissoras de TV funciona assim mundo afora, com equipes reduzidíssimas.
Processo semelhante aconteceu nas agências de publicidade e produtoras de conteúdo para web. Há alguns anos ambas tinham profissionais de programação, especialistas em action script ou php. Hoje essa parte é feita pelos designers, que acumularam a função da criação visual com a implementação dos sites. Designers viraram programadores e programadores viraram designers.
Essa mudança no mercado impacta no perfil profissional que essas empresas buscam. O domínio de toda cadeia de produção passa a ser essencial. O profissional que se limita a saber tudo sobre apenas uma etapa está com os dias contados. No mínimo é preciso saber produzir e editar; gerenciar e apresentar.
Esse desafio fica ainda maior com a interatividade, que ainda é um enorme enigma na maioria das produções. Da mesma forma que a edição não linear exigiu domínio no uso de software para a produção, a interatividade vai exigir que produtores e editores dominem o processo de programação da informática. Inicialmente as empresas estão contratando profissionais de informática, mas a médio prazo eles serão substituídos por produtores que dominam o desenvolvimento do software.
Além disso, a vazão dos programas de TV na web começa a reagrupar o mercado de radiodifusão. Novos formatos de programas estão surgindo todos os dias, com producoes exclusivas para web feitas por emissoras abertas de TV.
Toda essa reconfiguração do mercado significa que o profissional de televisão passa a ser um profissional multimídia, com domínio da produção para as diferentes tecnologias, seja dentro da televisão, seja fora dela. Cabe as universidades e centros de treinamento acompanhar essa velocidade. O mercado não espera pela formação do profissional. Sempre aparecem soluções…