Notícia publicada pela Tela Viva: “A Al Jazeera Network está distribuindo através de licença Creative Commons parte de seu conteúdo. Os vídeos, com qualidade broadcast, podem ser usados para fins comerciais ou não, desde que a rede seja informada. No lançamento, a Al Jazeera está liberando parte de sua cobertura dos confrontos em Gaza. O conteúdo está disponível no site cc.aljazeera.net.”

    Independente dos objetivos políticos da emissora para divulgar o genocídio que está acontecendo na faixa de Gaza, essa iniciativa representa uma percepção diferente a que estamos acostumados no Brasil sobre o valor do conteúdo da TV.

    No Brasil o conteúdo é tratado como produto acabado em si, como se fosse um bem físico. Busca-se garantir lucros sobre uma possível audiência. Pouco se considera o valor subjetivo do conteúdo, principalmente a informação presente nele.

    Já no exterior, em emissoras como BBC, Deutsche Welle, Rai, e agora Al Jazeera, a informação tem muito mais valor do que o produto. Considera-se importante que a audiência consuma o produto, independente do meio ou da forma de acesso. São casos em que os gestores das emissoras perceberam que seu papel é gerar conteúdo, ou seja, informar e entreter. A percepção comum no Brasil é que as emissoras de TV comercializam conteúdos, independente da origem.

    São modelos diferentes, que a longo prazo (talvez não tão longo) tendem a convergir para o core business das emissoras, que é gerar conteúdo, independente da plataforma ou tecnologia de distribuição.