O site Producom traz uma sugestão interessante, feita por Juan Pablo Álviz, Assessor Tecnológico da Albavisión: negociar com os fabricantes o desenvolvimento de receptores de TV digital multipadrão, capazes de receber o sinal de qualquer sistema transmitido. Isso permitiria ganhos de escala e preços menores.
    Como a América Latina não terá um padrão único de transmissão de TV digital, pois vários países já fizeram suas opções, como a Colômbia e o Uruguai pelo DVB (este último com muitos problemas, não descartando a rescisão dos contratos com o consórcio europeu), diminui a quantidade de receptores fabricados em cada padrão. Uruguai e Colômbia não são compatíveis com o sistema europeu, assim como o Brasil não é compatível com o sistema japonês.
    A proposta é plenamente viável. Me parece que os custos para incluir a recepção dos diferentes padrões compensa no ganho de escala. Afinal, os chips que fazem a recepção do sinal são capazes de receber qualquer padrão, podendo surgir pequenos problemas devido às diferentes formas de modulação utilizados. A demultiplexação é igual para todos; a decodificação é simples, sendo que os chips decodificadores utilizados no Brasil decodificam qualquer sinal MPEG no mundo. O resto é software, que não encarece muito os receptores, ainda mais em larga escala. Além disso, representa uma nova oportunidade para o Ginga, que poderia aí sim virar um padrão internacional e entrar em mercados como Argentina e Chile, ambos bem encaminhados mas sem nenhum contrato de fato assinado.