Seg 24 Nov 2008
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Está na coluna do Daniel Castro, na Folha de hoje: TV de Lula faz um ano sem conteúdo, sinal e público. O colunista traz a notícia de que após um ano de implantação desastrada, a TV “pública” brasileira só cobre Rio, Brasília e São Luís, além de parabólicas, e dá traço no Ibope.
Sempre fui crítico do processo de criação dessa TV, que de público tem pouca coisa, pois trata-se de um projeto político mal conduzido. Espero estar enganado, e ser surpreendido pelo cumprimento das eternas promessas de melhora na qualidade e quantidade de conteúdo, mas o cenário hoje não é animador. A programação da TV Brasil é semelhante, senão a mesma, da TVE, com poucos programas inéditos diários, reprises e produções mal feitas, sem qualidade e sem interesse público. Isso para um orçamento anual de R$ 350 milhões, ou seja, quatro vezes os custos de todas as pesquisas da TV digital brasileira. Uma TV pública de fato seria de grande utilidade para o país, com uma alternativa prática ao conteúdo das TVs comerciais, que privilegiam modelos e fórmulas prontas, cujo sucesso é questionado diariamente pelas medições de audiência.
Outra notícia que circulou no final de semana é que finalmente o poder público está se unindo para criar o operador de rede, figura que centraliza toda infra-estrutura de transmissão, das TV estatais e públicas. Já era tempo de isso acontecer, pois uma única torre de transmissão pode dar conta de oferecer o sinal de todas as TV não comerciais, incluindo as executivas, legislativas, comunitárias, universitárias e as que se dizem públicas, como a Cultura e a TV Brasil. O projeto, se for implementado mesmo, vai representar uma bela economia de recursos públicos.
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Novembro 25th, 2008 at 09:40
O Brasil já tem a TV Cultura, que ninguém assiste, por que criar mais uma TV para ninguém ver? essa turma que criou a TV Lula tem mentalidade da década de 70, quando o “petróleo era nosso” e a Globo era da Time Life. Hoje não cabe mais esse tipo de política populista e impositiva. Vi alguns dias da programação da TV Lula na Net, e ela é muito ruim, com programas que não dizem nada, mal feitos e voltados para públicos muito pequenos. Nem na internet teriam audiência, muito menos al algo que se acha uma rede nacional, ou pretende ser. É dinheiro jogado fora, pois não vai contribuir em nada para o país.
Novembro 25th, 2008 at 09:49
Não concordo nem com o Valdecir e muito menos com o André. A Tv brasil está em fase de implantação e teve que construir toda infra-estrutura agora, no primeiro ano, o que custou caro. Depois o orçamento diminue. O atraso do sinal se deve a problemas de importação de equipamentos, que são de responsabilidade da Receita Federal. O conteúdo é bom, representa a diversidade culturea brasileira, mas com certeza precisa melhorar, o que está sendo buscado. Antes de criticar, deveriam ajudar a construir. O Brasil precisa urgente de uma emissora de TV pública, que mostre como as notícias são de fato, e não mascarados como a Globo faz. A TV Brasil veio para isso.
Novembro 25th, 2008 at 11:34
A defesa que a Fabiana faz da TV Brasil não se sustenta. O projeto da TV Brasil foi feito a toque de caixa, sem planejamento, como aliás tudo nesse governo, vejam a TV digital. Para que pensar no conteúdo com o sinal no ar? parece mania do Assis Chateaubriand… a Receita Federal faz parte do governo. Por que não agilizaram a importação, se isso realmente aconteceu? é incompetência pura! além do mais, se não tiver novela a população não assistir. Programa sobre índio na amazônia não tem interesse fora da amazônia; programa sobre sertão ninguém quer ver fora do sertão; programa sobre imigração polonesa só interessa para a colônia polonesa. Isso é diversidade cultural, mas não interessa para todos… a TV Brasil é ruim, do começo ao fim.
Novembro 25th, 2008 at 13:48
ai que discussao de sexo dos anjos…
Novembro 26th, 2008 at 11:06
Usar operador de rede é uma boa saída, mas vem tarde. Deveria ter sido implantado em todas as TVs. A TV digital estaria mais avançada se essa escolha tivesse sido feita.
Novembro 26th, 2008 at 12:36
Notícia do Teletime sobre operador de rede:
Projeto de rede para TV pública pode atrair teles
terça-feira, 25 de novembro de 2008, 20h23
A convergência entre radiodifusão e telecomunicações poderá finalmente acontecer no Brasil, por incrível que pareça, através da TV pública. É isso que se desenha se os planos do governo de criar uma grande infra-estrutura compartilhada de TV digital para as emissoras públicas for adiante. Dia 28 será assinado um protocolo entre a EBC (empresa controladora da TV Brasil), TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, Ministério da Educação e Ministério das Comunicações para a criação desta infra-estrutura comum de transmissão dos sinais das respectivas emissoras (a emissora do Minicom está em fase de projeto). Trata-se, na verdade, de uma proposta de Parceria Público-Privada (PPP) em que o governo licitará a construção e operação de uma infra-estrutura de transmissão para as capitais e 230 cidades com mais de 100 mil habitantes. O operador entra com a construção da infra-estrutura e com a operação (sob supervisão da EBC) e em troca receberá cerca de R$ 100 milhões ao ano, por mais de duas décadas de contrato. Segundo fontes que acompanham de perto o projeto, há empresas de telecomunicações interessadas no negócio. Entre as exigências estarão o uso de tecnologia nacional e de suporte à interatividade (o que pode favorecer as teles). O modelo já é praticado no Japão.
Novembro 26th, 2008 at 12:36
Me parece que a Inglaterra também usa esse modelo. Se é viável para as redes de TV comerciais de países desenvolvidos, por que para o Brasil não seria?
Novembro 26th, 2008 at 15:55
ótimo… essa turma do PT que queria o sistema DVB para continuar vendendo o país pras teles agora poderá fazer isso com as TVs públicas… isso merece uma CPI!